quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Arte de largar o Osso



Certa vez conversando com uma amiga durante um churrasco, comecei a interagir com ela e perguntar sobre sua vida. Conversamos sobre varias coisas, as aulas na faculdade, amigos e amigas, e começamos a falar sobre relacionamentos.

Ela tinha deixado um amor na sua Cidade Natal e mudou-se para Curitiba para estudar. Mas esse amor a fazia sofrer, não conseguia terminar pois já não gostava muito dele e o mesmo a ignorava, mas não conseguia “largar o osso”- nas suas palavras, então não sabia o que fazer, pois visitá-lo era caro e praticamente inviável no momento, alem de fazê-la sofrer por muitas outras coisas.

Na vida, nos temos essa mania mesmo, de não saber largar o osso. Lutamos contra situações que jamais mudarão, lutamos para conseguir algo que jamais conseguiremos, não sabemos a hora certa de deixar as coisas como estão para prosseguir em outras, e isso nos impede de saber a hora certa de parar e poder ir em frente.

Então, conversando com ela sobre largar o osso, sugeri um simples exercício e ela aceitou o mesmo e decidiu executá-lo.O exercício era simples. Como estávamos em um churrasco, a inspiração foi rápida e imediata.Consistia em no dia seguinte ir em uma churrascaria e pedir um file, esses que vem em formato de T, famosos T-Bones. So que ela não poderia comê-lo rapidamente ou misturar com outras comidas. Era somente ela e o T-Bone. Mas o T-bone, não era um simples T-Bone. Ela teria que imaginar o seu amor longínquo ali na mesa com ela na ultima ceia.

Ela teria que come-lo aos poucos, imaginando cada mordida como única, cada pedaço como um pedaço do amor que ela sentia por ele e que aos poucos estava se acabando. Após degustar toda a carne, ela teria que pegar a melhor parte, próxima ao osso, segundo meu avo, e saboreá-lo, morde-lo, chupa-lo, como se estivesse fazendo amor com ele, de uma maneira como nunca o fez, deixa-lo branquinho e sem nenhum pedaço de carne, limpo enfim, então ela poderia largar o osso no prato, agradecer pela maravilhosa refeição, embrulhá-lo e fazer como os cães fazem: enterrá-lo para nunca mais achar.

Como um passe de mágica do amor, ela poderia se ver livre para terminar o antigo relacionamento e estaria pronta para o próximo file T-Bone do amor que cruzasse seu caminho.Incrivelmente ela aceitou o desafio e executou o plano com maestria, e um tempo depois me agradeceu pelas dicas e disse que estava livre para amar novamente.Na vida, temos que imitar os animais e saber a hora de enterrar nossos T-Bones.

Cassiano M. Zanetti

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Os Monstros debaixo da sua Cama


Os monstros debaixo da sua cama

Quando crianças, temos diversos tipos de pesadelos e sustos quando começamos a dormir sozinhos na imensidao dos nossos escuros e assustadores quartos.

Acredito que o pior de todos é a mais incomoda sensação seja a de pensar que existem monstros debaixo da nossa cama.
Choramos e gritamos assustados no meio da noite, com a rapida sensação de proteção que um misero cobertor sobre nossas cabeças pode nos dar ate a chegada de um dos nossos pais, pois um deles falou pro outro resmungando:” a não, vai voce, deve ser um monstro agora...”
Entao um dos seus pais levanta, abre a porta e acende a luz. Entra no quarto, levanta o cobertor do chão e diz: “viu? Não tem monstro algum ai” mas sem se dar conta do estrago que ele fará pelos próximos anos com o próximo comentário, ele continua: “isso é coisa de sua cabeça”, “agora volte a dormir”.

E a gente volta a dormir, e as vezes consegue, as vezes não.

O tempo passa, o tempo voa e La estamos nos sem poder dormir novamente. Se somos solteiros, temos somente os nossos proprios monstros, se somos casados, os monstros se juntam tambem. E entao a situacao fica monstruosa.
Sem saber o porque, fazemos terapia, brigamos com nossos amores, nos debatemos a noite em claro, mal conseguimos dormir. Tomamos remédios mestres em artes marciais, que aliviam alguns sintomas temporariamente, ate descobrirmos a real fonte das nossas preocupações. E se Freud vivo fosse diria que o problema é sua mãe. Pode ate ser, desde que tenha sido ela que tenha levantado da cama, e ao invés de botar o monstro pra correr, ela o coloca resmungado em seu ouvido: "que os mostro debaixa da sua cama, é coisa da sua cabeça."

Cassiano M. Zanetti


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Esquizofrenia - Cenas de 1940





Encontrei esses videos no Youtube por acaso, não posso afirmar com certeza se os vídeos são realmente de 1940 ou se é uma montagem, porém de qualquer maneira são bem interessantes. A Esquizofrenia até hoje é muito debatida, pois é uma das patologias que possui uma imensa complexidade, o tratamento também é muito complicado principalmente pra família.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia do Rock!!!


Efeito de 10 Drogas - Dirigindo


Este cara é uma comédia, e retrata muito bem o efeito de cada droga...o vídeo não é nenhuma novidade da internet, mas com certeza é engraçado e vale a pena assistir novamente.

O Iluminado - Cenas Clássicas



Sinopse: Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo .

terça-feira, 12 de julho de 2011

Conto: Noite em Curitiba


I

Madrugada

Já passavam das quatro da manhã, fazia frio em Curitiba, daqueles que deixa a gente de juntas duras e queixo batendo. Nosso amigo, ainda vagava pela noite a procura de um bar para suportar toda a aflição e embriagar toda a angústia no interior da sua alma que o castiga desde que deu seu primeiro passo a liberdade.

Senhor S, que por hora não convém revelar a natureza do seu nome bem como as contingências que o fizeram se rebatizar, mas sim, dizer apenas que trocou a sua identidade no momento que teve o seu primeiro suspiro de verdade. Descobriu que não havia sentido em ser mais um ator como todos os outros. Não havia mais sentido em ser politicamente correto e suportar como bom moço todas as ignorantes pessoas em rodas de conversas. Percebeu que a essência dos fulanos e beltranas é pálida e alienada. Na verdade, o mundo inteiro lhe dava tédio como lhe dava tédio também o seu nome verdadeiro e aquele cara que carregava consigo.

Eram quatro horas, entrou em uma boate que era conhecida por ter gente demente, insana e maluca até o raiar do dia. Não eram elas que lhe interessavam, lhe interessava o bom e velho conhaque que havia ali. Entrou sem chamar atenção. Aliás, se vangloriava consigo mesmo disso. Sentia que tinha uma habilidade sobrenatural de passar despercebido em meio à multidão. Gostava de ser assim, não queria conversar com ninguém, a não ser o barman.

Depois de tomar o primeiro, pediu o segundo e com o copo cheio foi subir ao último andar do local. Seis lances de escada que valeriam a pena, pois além de certamente ter poucas pessoas, (ainda mais nesse horário), a música ambiente era a que menos lhe ofendia os ouvidos e a alma.

II

Lá em cima

Já estava no quarto conhaque, à anestesia fizera efeito, sentia-se mais tranquilo, mais vivo. A angústia desesperada de quem não sabe para onde ir já havia passado. Nada lhe importava, nem as pessoas que ali estavam, nem o mundo que lá fora o espera de volta para continuar a tortura diária. Pegou o último conhaque e ia em direção à mesa quando esbarrou sem querer num casal. O homem de aparência bizarra em meio ao esbarrão deixou cair um objeto. Por um mero instinto, Sr. S abaixou, pegou o artefato metálico e entregou ao homem prontamente com um pedido de desculpas. Ainda guardava resquícios de um homem de boa índole e julgou necessário agir assim. Percebeu então melhor que a mulher que estava acompanhada do sujeito além de parecer completamente alcoolizada e dopada, carrega em seu ventre uma criança de aproximadamente cinco, talvez seis meses.

Já seguia seu caminho em direção a uma mesa, quando o homem grita; Você derrubou o meu canivete!

- Sim, mas já lhe devolvi e pedi desculpas. Disse isso e virou as costas novamente.

- O que há de errado com você cara?! Olhe pra mim!

Seguiu seu caminho sem olhar para trás. Não era medo, era apenas aversão em falar com alguém. Não queria em hipótese alguma fazer isso, bem como já tinha para si que ignorar o mundo era o melhor que podia fazer se quisesse ter ainda um pingo de dignidade consigo mesmo.

Sentou-se à mesa, colocou o copo na sua frente e começou a tragar o conhaque como um deus. Enquanto lhe queimava a garganta aliado ao doce sabor do silencio sentiu-se único. A verdade era cada vez mais visível a ele.

III

Voltaram

Estava já quase no fim do conhaque e se preparando para ir embora quando lhe vem mesa o homem que deixara cair o canivete e arrastando consigo a mulher grávida.

- Você tem que prestar a atenção em mim seu idiota! Você tem que prestar atenção em mim! Disse praticamente gritando enquanto a sua boca espumava de raiva. De longe, apenas o barman e algumas outras pessoas observavam se entender ao certo o que se passava.

Sr. S olhou para ele fixamente durante um instante, logo em seguida baixou os olhos em direção ao copo e tomou o ultimo gole que ainda restava da aguardente. O homem, então num surto de demência misturada com ironia, sacou o canivete e começo a cortar os próprios dedos por sobre a mesa. Estava certo que assim conseguiria tirar alguma reação do sujeito que não estava nem aí. Cortou a mão esquerda e os próprios dedos numa velocidade frenética e alucinatória. Deu aproximadamente dez e a quinze cortes, enquanto a mulher grávida gritava de histeria.

Passado esse instante, depois do homem já fadigado e incrédulo com aquilo que tinha feito consigo mesmo num ataque de ira, nesse momento mistura-se com um sorriso psicótico, pois como que ganha um troféu, sente que enfim obtivera o objetivo; chamar a atenção do homem a sua frente que lhe diz olhando nos olhos:

- Perder alguns dedos ou até mesmo uma mão é nada, é pouco meu amigo. A cada dia o mundo lhe mutila com um bisturi cego e você nem percebe. O que lhe tiram dia a pós dia de maneira mais sútil e brutal é muito mais significativo do que a sua mão. É você! Disse isso e foi embora.

O sorriso na cara o homem deu lugar para uma expressão de perplexidade sombria e julgamento interno. Segundos depois ouviu o barulho de uma vidraça se quebrando. Olhou uma última vez nessa noite para trás e não viu mais nem a mulher grávida, nem o homem com a mão cheia de sangue. Quando virou novamente em direção à saída, viu apenas o barman correndo em direção à janela.


Alessandro Corrêa

Medo e Delírio em Las Vegas

Sinopse: Medo e Delírio pode ser interpretado como um mergulho inconseqüente pelo universo das drogas.

É bem verdade que o protagonista se entope de maconha, cocaína, álcool, éter, mescalina, ácido e qualquer outra substância que dê "barato’’. Mas Terry Gilliam (de Brazil - O Filme e Os Doze Macacos) vai além. Propõe um ensaio sobre a liberdade, que cada um aproveita como quer ou como pode, preocupando-se acima de tudo em refletir um estado de espírito.

Baseado em obra do jornalista Hunter S. Thompson, o filme recusa-se a avaliar os prós e contras do uso das drogas. Limita-se a enfocar os seus efeitos – desde a atraente sensação de incoerência até as conseqüências de uma "bad trip’’. O estilo visual acompanha o tom alucinógeno, enchendo a tela com imagens atordoantes como um suposto ataque de morcegos e uma seqüência em que os motivos de decoração do carpete começam a subir pelas pernas do protagonista.

O filme só faz sentido quando o espectador lembra que a ação se passa em 1971, quando as drogas deixavam de ter a conotação de paz, amor e a inocência dos anos 60. O alter ego de Thompson, Raoul Duke (Johnny Depp), tenta justamente resgatar os velhos e bons tempos. O título pode ser interpretado como a sua "última viagem’’. Sempre na companhia de seu advogado tresloucado, dr. Gonzo (Benicio Del Toro, de Os Suspeitos).

As aventuras da dupla têm início na estrada, a caminho de Las Vegas, onde eles deveriam cobrir um evento esportivo. Na bagagem, uma máquina de escrever, roupas com estampas floridas ou espalhafatosas e muita, muita droga.

Como os personagens dificilmente estão em condições de concatenar suas idéias, Gilliam adota o recurso da narração – na voz do próprio protagonista. Isso enriquece o filme, na medida em que Duke, o narrador, é capaz de se distanciar de Duke, o personagem. Às vezes, ele parece um locutor de futebol que tenta explicar como anda o jogo. E o distanciamento ainda lhe permite perceber o ridículo das situações em que se mete.

A dupla vê o que bem entende (com a ajuda da câmera distorcida), destrói quartos de hotel e apronta com todos, mesmo sem querer. Uma seqüência inspirada se dá em frente a parque de diversões, quando Duke diz a si mesmo que vai conseguir entrar. Enquanto o personagem caminha cambaleante em direção da catraca, amassando dois dólares na mão, o narrador descreve a sensação. A frustração de estar tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe é impagável.

Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/medoedel.htm

Enganando o Cérebro II

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Enganando o Cérebro

Laranja Mecânica - Melhores Cenas.

• Sinopse: O anti-herói do filme é Alex DeLarge, um jovem líder de uma gangue de desajustados, amantes de leite drogado e música clássica. Tem por diversão bater, estuprar, matar, cometer qualquer brutalidade que tenha vontade, não se importando com as leis ou o senso humanitário.



Garoto Esperto..

Leveza Esmagadora


Insuperável leveza esmagadora

Que leva e que traz meus pensamentos

Em um sopro insano e delinqüente de poucos momentos,

Criada apenas por um instante, mas de forma memorável.

Tornando toda minha vida muito mais interessante.


Ah! O doce sabor liberdade sem preconceitos

Tanto faz o preto quanto o branco

O sangue ainda é vermelho

Idéias perdidas e sozinhas correm pela cabeça

Sem direção talvez, mas o ideal é uma certeza!


Sinto uma vibração incrível

Uma força deslumbrante

O poder parece mágico

Algo que me diz ...uma voz me fala

Que meus pés podem esmagar o chão.


Quero ter a coragem perfeita

A oportunidade e o momento ideal

Minhas idéias e minhas palavras

Serão ouvidas talvez..

Mas com toda certeza serão contrariadas!


Diego B. de Mello

Imagens Interessantes












Neo Cube

O inicio sem motivo

Infelizmente não tenho nenhuma história fantástica para a criação do Blogger, também não tenho nenhum interesse em inventar alguma coisa. Na tentativa de tornar o meu Ócio um pouco mais criativo criei o Córtex em Curto, pretendo apresentar links, vídeos, textos..enfim o que encontrar de interessante.